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O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, ARMANDO EMÍLIO GUEBUZA, RECEBEU ONTEM EM CERIMÓNIAS SEPARADAS, NO SEU GABINETE DE TRABALHO, EM MAPUTO, AS CARTAS CREDENCIAIS DE QUATRO NOVOS EMBAIXADORES. (17 DEZ. 09).
Trata-se dos embaixadores Sypridon Tcheocharopoulos, da Grécia, com residência em Pretória, MariaMoya-Gotsch da Áustria, com residência em Harare, Goran Vujicic, da Sérvia, com residência em Pretória, e de Hassan Attar, do Reino da Arábia Saudita, com residência fixa em Lusaka.
Referindo-se à cooperação com estes países, o Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi, disse que com a Grécia, por exemplo, existe colaboração no ramo do turismo e educação, sabido que há moçambicanos a prosseguirem os seus estudos naquele país europeu, beneficiando de bolsas.
"A Áustria dá o seu contributo no domínio da agricultura, desminagem e na descentralização administrativa", disse o Balói.
Relativamente aos outros países, o chefe da diplomacia moçambicana exprimiu haver grandes expectativas, em termos de abertura de grandes caminhos de cooperação.
Enquanto isso, a Ministra da Justiça, Benvinda Levy, deslocou-se a Kigali, capital do Ruanda, levando uma mensagem do Presidente da República Armando Guebuza, para o seu homólogo ruandês, Paul Kagamé. Nesta missiva, o Chefe do Estado manifesta a disponibilidade das autoridades moçambicanas em colaborar com o Ruanda na procura dos suspeitos de envolvimento no genocídio de 1994, naquele país dos Grandes Lagos.
Recentemente, o Governo ruandês, através de Bosco Mutangara, chefe da unidade de investigação do genocídio de 1994, acusou frontalmente alguns países africanos, incluindo Moçambique, de não estarem a colaborar na procura dos suspeitos de envolvimento na “limpeza étnica” que matou mais de 500 mil pessoas.
De acordo com Oldemiro Balói, a Ministra da Justiça foi já recebida pelo Presidente ruandês, e por outras personalidades ligadas ao Governo daquele país.
Balói falava ontem em Maputo no fim da cerimónia de apresentação das cartas credenciais de novos embaixadores da Grécia, Arábia Saudita, Sérvia e Áustria. De acordo com o programa a que tivemos acesso, estava igualmente prevista a acreditação do novo embaixador ruandês, o que não aconteceu à última hora, por motivos que não foram claramente avançados.
O chefe da diplomacia moçambicana disse que Moçambique não tem o menor interesse em albergar criminosos sejam de que natureza forem.
Oldemiro Balói acrescentou que há dias esteve no país o Procurador-Geral ruandês no âmbito da procura de soluções para este problema.
De acordo com o ministro, nunca foi feito um pedido formal nesse sentido e desconhece-se da existência em território nacional de cidadãos ruandeses procurados pela justiça.
“É sabido que Moçambique alberga cidadãos de muitos países. Também prestamos apoio a todos que querem a nossa ajuda e até ruandeses, mas não temos indicações que haja autores do genocídio de 1994”, esclareceu Balói.
FONTE: jornalnoticias.co.mz
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