|
A POLÍCIA EM NAMPULA ACABA DE DETER UM CIDADÃO DE ORIGEM QUENIANA QUE RESPONDE PELO NOME DE OUSMANE MOHAMED, INDICIADO DE SER UM DOS FACILITADORES DO PROCESSO DE ENTRADA DE CERCA DE CEM IMIGRANTES ILEGAIS ORIGINÁRIOS DE PAÍSES COMO SOMÁLIA, PAQUISTÃO E MALI DETIDOS HÁ DIAS PELA CORPORAÇÃO, CUJA REDE SE PRESUME ESTAR A OPERAR ENTRE QUÉNIA, TANZANIA E ÁFRICA DO SUL. (28 JAN. 10).
Segundo Orlando Mudumane, oficial das Relações Públicas junto ao Comando Provincial da PRM, Mohamed teria tentado subornar, com 124 mil meticais os homens da lei e ordem que no último fim-de-semana detiveram duas camionetas e três carrinhas, em Nacarôa usadas no transporte dos ilegais que tentavam cruzar aquele distrito idos da vizinha província de Cabo Delgado.
Falando ao “Notícias” a partir das celas da 1ª. Esquadra da PRM, Mohamed desmentiu a versão policial, sustentando que o valor ora anexado ao processo como matéria do crime de suborno foi retirado da sua viatura, incluindo discos (CD).
Questionado sobre como ele aparece envolvido no caso, explicou que “aluguei duas viaturas para o transporte da minha mercadoria de Nampula a Pemba. O que aconteceu foi que os meus motoristas durante a viagem de regresso levaram aquelas pessoas sem o meu consentimento. Estou aqui pelo erro dos meus motoristas” - disse.
Ousmane Mohamed, segundo apurámos, é de nacionalidade queniana e vive em Nampula já faz algum tempo.
Coincidência ou não, o Quénia é citado como local de partida dos somalis que queiram entrar em Moçambique ou África do Sul. Aqueles pagam para serem transportados para Tanzania, donde são, posteriormente, introduzidos (por via terrestre ou aérea, dependendo do valor desembolsado) para Moçambique ou África do Sul.
Mudumane não confirma nem descarta a possibilidade de estarmos perante uma rede de coordenação e transporte de imigrantes ilegais de um ponto para o outro, assegurando que “só a investigação que estamos a realizar nos permitirá chegar à conclusão sobre o que está a acontecer”.
FONTE: jornalnoticias.co.mz
|