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QUATRO PAÍSES ÁRABES ESTÃO UTILIZANDO A TECNOLOGIA DA EMPRESA BRASILEIRA BRAPENTA PARA O CONTROLE DE QUALIDADE DE ALIMENTOS. A BRAPENTA, QUE TEM SEDE NA CAPITAL PAULISTA, PRODUZ MÁQUINAS QUE DETECTAM METAIS E CONTROLAM O PESO DOS ALIMENTOS E, NO MUNDO ÁRABE, SÍRIA, EGITO, MARROCOS E ARGÉLIA JÁ ADQUIRIRAM OS EQUIPAMENTOS, SEGUNDO O DIRETOR GERAL DA EMPRESA, MARTÍN IZARRA. A BRAPENTA EXPORTA HÁ CERCA DE 18 ANOS E CHEGA A 30 PAÍSES. (21 JUL. 10).
De acordo com Izarra, as vendas para os árabes começaram há cinco anos. Na Síria e Egito, é a indústria de açúcar quem usa as máquinas da indústria paulistana para detecção de metais. No Marrocos e na Argélia, o equipamento utilizado é uma espécie de “combo” e tanto detecta metais nos alimentos como controla o peso dos seus pacotes. Nestes dois países, as máquinas estão em operação em indústrias de macarrão para produção de talharim.
Izarra explica que no Brasil a grande maioria das indústrias de alimentos possui máquinas para detectar a presença de metais. O objetivo é fazer o controle de qualidade e impedir que metais ferrosos ou não-ferrosos acabem parando na boca do consumidor. Os equipamentos também são usados por outras indústrias, como a farmacêutica e química, e a Brapenta fabrica outras máquinas, como detectores de metais para segurança usados em bancos, mas o principal foco é alimentos.
O diretor geral afirma que tem muito interesse no mundo árabe, mas conta que ainda não chegou a investir no mercado da região. A idéia é fazer isso nos próximos quatro anos, já que a empresa tem como meta fazer com que as exportações alcancem 40% do faturamento. Hoje elas representam 10%, de acordo com o diretor geral. “Por isso pretendemos entrar em países que são amigos”, afirma Izarra. Atualmente, a maioria das vendas para os árabes é feita por meio do representante da Brapenta na África do Sul.
No geral, as exportações da Brapenta já cresceram 30% neste ano. De acordo com Martín, o aumento ocorreu em função do crescimento da marca no mercado internacional e também do trabalho dos representantes da empresa. Ele afirma ainda que o Brasil também está se tornando conhecido como fornecedor de máquinas, o que favorece as vendas. A Brapenta começou a exportar para regiões como Estados Unidos e Mercosul.
A companhia fabrica 600 máquinas por ano. Parte é produzida na unidade industrial da companhia, que tem 60 funcionários, e parte do trabalho é terceirizada. De acordo com Izarra, a Brapenta mantém o mesmo número de funcionários desde a sua fundação e vai terceirizando a produção quando os negócios crescem. A ideia é concentrar as atividades da unidade em inteligência comercial e em pesquisa e desenvolvimento.
A empresa foi fundada por Izarra, que é argentino naturalizado brasileiro e engenheiro eletrônico. Ela é reconhecida por seu trabalho de inovação em tecnologia e já ganhou prêmios importantes neste segmento, como o Prêmio Finep de Inovação 2003. Os seus equipamentos são usados por grandes companhias no Brasil como Nestlé, Cargill, Parmalat, Açúcar Guarani, entre outras.
FONTE: anba.com.br
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