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A CRISE INSTITUCIONAL QUE NOS ÚLTIMOS MESES PERTURBOU O FUNCIONAMENTO NORMAL DA UNIVERSIDADE MUSSA BIN BIQUE CHEGOU AO FIM. O FACTO RESUME-SE NA RECONDUÇÃO, HÁ DIAS, DE HAMIN HASSANE PARA O CARGO DE REITOR, DEPOIS DE TER SIDO DESTITUÍDO ILEGALMENTE POR UMA ALA PERTENCENTE AO CENTRO DE FORMAÇÃO ISLÂMICA, PATRONA DAQUELA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR. (24 JUL. 10).
A ala que havia tomado ilegalmente as rédeas da Reitoria da “Mussa Bin Bique” por um período de mais de três meses, encabeçada por Casimiro Givá, é considerada de ter agido de má-fé e com mão estranha pela Direcção do CFI, que anunciou a recondução de Hamin Hassane e que ao abrigo dos estatutos tem a competência de nomear e exonerar o reitor da instituição, tanto é que durante o anúncio nenhum dos que fazia parte do elenco que havia tomado a Direcção da UMBB se fez presente.
Momade Bay, presidente da direcção do Centro de Formação Islâmica, que fez o anúncio da recondução do reitor e que se fazia acompanhar pelo seu vice, Issufo Bacassi e os vogais José Alberto e Adinane Ibraimo, reiterou que a ala que tomou “de assalto” aquela instituição de Ensino Superior privada fazia-o com plena consciência da sua ilegalidade pelas razões que avança.
“A ala que criou toda esta confusão, apesar de ser constituída por membros do CFI, fê-lo com plena consciência de estar a prejudicar esta instituição, pois sabia que por força dos estatutos, ao abrigo do artigo 14, quem deve nomear e exonerar o reitor é a direcção, o que não foi o caso”, esclareceu Momade Bay.
Com a recondução de Hamin Hassane, a Reitoria da Mussa Bin Bique iniciou o pagamento dos salários aos docentes e funcionários daquela instituição que estavam privados dos mesmos na sequência do bloqueio das contas bancárias por força judicial, por considerar que a auto-proclamada reitoria, encabeçada por Casimiro Givá não tinha legitimidade de fazer qualquer movimentação bancária.
FONTE: jornalnoticias.co.mz
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